Não há palavra concreta para definir tudo o que eu sou exatamente agora. Só consigo pensar em “desordem”. Tudo desandou. Dentro de mim, o barulho é mais uma mistura de gritos com explosões. Nessa guerra interna, minhas emoções entram mais uma vez em conflito.

Me machuquei. Por dentro e por fora. Não me orgulho muito desse último ato. É complicado não controlar a dor que vem do peito; não saber lidar com ela. Agora, fazer nascer cicatrizes no exterior foi a gota d’água. Não adianta, não posso me odiar por fazer isso. As marcas estão aí. Só esperar sarar.

Eu sempre fui perdida. Sempre vivi a esmo, tentando encontrar maneiras de aliviar a forma de viver. Agora eu pulei fora de um trem que me levava para caminhos tortuosos. Agora, me encontro ainda mais perdida e sem saber o que fazer. É uma solidão tão grande… tão grande…

Eu estou sozinha e… com medo. Muito medo.

E nesse texto tão clichê para uma pessoa como eu, só me resta dizer que o meu vazio interno se encontra em total desespero. São poucas as coisas que me prendem na sanidade da realidade. São poucas as pessoas que me escutam, mas elas pelo menos estão presentes. De fato, não estou só. O difícil é me sentir só dentro do meu peito; me sentir dolorida.

Eu não sei como fazer esse tormento parar. O ano de 2019 começa praticamente assim, sangrento. Mas não quero que seja assim, eu só preciso encontrar uma maneira de mudar, por mais truncadas que sejam as minhas atitudes. Eu peguei o caminho das pedras, só preciso saber sair dele.

Eu queria um abraço. Eu queria calma e calor. Tudo isso envolto em um abraço sincero e verdadeiro. Acima de tudo verdadeiro. Eu estou tão assustada… assustada comigo, assustada com o que posso fazer e… com o que acontece.

Não sei o que esperar. Não sei o que escrever… de onde tirar inspirações para produzir e viver. As minhas páginas em branco estão sujas de sangue. Literalmente.

Eu queria saber ter fé. Queria ter fé em algo. Em mim mesma. Mas eu vivo em um eterno quarto escuro, correndo na direção da primeira luz que eu ver. Eu queria uma luz permanente. Uma paz concreta. Mas onde buscar? Dentro de mim? É difícil… não tem nada dentro de mim. Nada. Nada. Só manchas… apenas manchas…

Estou sozinha. Estou com frio. Com medo. É uma aflição tão grande que eu só consigo chorar. Isso dói tanto… dói tanto…

Eu só quero fazer parar…

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Um comentário sobre “Desordem

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